Num momento de crise, aumenta o
risco da barbárie, porque as pessoas correm para buscar saídas
de qualquer jeito, disse a senadora, que considera pequena a
possibilidade de haver desaceleração nas atividades
madeireiras da Amazônia.
A senadora Marina Silva (PT-AC)
disse hoje (31), durante a Conferência Mundial sobre Meio
Ambiente e Cultura da Paz (ECO 2008), ter "certeza de que a
crise financeira mundial afetará o setor ambiental”.
“Num
momento de crise, aumenta o risco da barbárie, porque as
pessoas correm para buscar saídas de qualquer jeito”, disse
a senadora, que considera pequena a possibilidade de haver
desaceleração nas atividades madeireiras da Amazônia.
“A saída dessa crise deve comportar um olhar
diferenciado para os ativos ambientais, considerando a
sustentabilidade dos ecossistemas e a capacidade de suporte do
planeta”, completou.
A ex-ministra do Meio Ambiente
defendeu também uma reavaliação do mito de que
os processos auto-regulatórios são capazes de dar
respostas. “Até porque quando acontece, a crise é
jogada no colo do Estado, obrigando-o a resolver o problema,
injetando bilhões no sistema. E esses bilhões não
caíram das nuvens. Eles vêm do bolso do contribuinte.”
A ECO 2008 termina hoje (31), após contar com a
participação de diversos especialistas – entre eles
Marina Silva e o atual ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc –,
que debateram temas como Paz e Sustentabilidade, Mudanças
Climáticas, Energias para o Século 21, Políticas
Públicas para o Meio Ambiente, Cidades Sustentáveis,
Educação Ambiental, Mídia e Meio Ambiente e
Amazônia.
Agência Brasil